Às vezes eu penso em ter um diário. Às vezes, a vontade de escrever me inunda, me faz tremer as mãos, faz formigar os dedos. Às vezes, não quero que meu pensamento se perca. É estranho... Quando tudo está bom, simplesmente bom é... Vazio, sabem? Não existe discussão, mas não existe emoção, e o dia simplesmente chega e vai embora. Li o que pode ser o melhor livro da minha vida hoje. Mas só consegui ficar empolgada enquanto o lia, terminei há menos de meia hora e o vazio já me tomou por inteiro.
Eu sou bem sensível à isso, provavelmente mais sensível que a maioria das pessoas. É estranho explicar... Minhas emoções já são intensas, então é como se qualquer estimulo externo fosse demais. Dessa forma, parece que todos os sentimentos são destruidos, para serem refeitos de novo. Uma comparação estranha, mas acreditem, bem próxima da realidade.
Ultimamente, anda tudo tão bem e tão ruim, sabe? É muito estranho. Odeio ficar nesse meu estado hypersensível. E tudo que eu tenho que fazer, tudo que eu posso fazer é esperar. Esperar passar. Não ando feliz com quase nada, nem comigo, nem com os outros, está tudo incompleto. Agora que achei uma pessoa com a qual realmente posso compartilhar minhas experiências e meus pensamentos, aqueles que ninguém entenderia, não consigo falar sobre isso, tenho medo. Tá, isso foi sempre assim, mas finalmente... Agora eu tenho alguém que pode me entender, ou será que não? Será que é possível que eu não consiga ir falar, é meu subconsciente me alertando que eu vou me decepcionar? Desse jeito nunca vou saber.
E não tem nada a ver com amor, não. É amizade, simplesmente amizade. Eu esperei tanto tempo por um amigo assim, um amigo que pudesse entender não só meu presente, mas meu passado. Poxa, eu tenho quatro pessoas que compreendem meu presente, que estão aqui para mim, mas tudo que eu queria, tudo era isso. Alguém que realmente vai entender o que eu passei. E agora essa pessoa provavelmente está aqui, e eu não consigo falar! Tirando os meses, todos os meses, que eu perdi até enxergar isso.
Eis o problema de guardar as coisas para si: uma hora você vira um baú tão bem trancado, que nem você lembra onde está a chave. E agora só fico esperando que o que ser que eu tenha encontrado dentro dessa pessoa tão estranha para mim, seja encontrado por ela. É tudo que eu quero: um amigo que realmente possa entender tudo. Sem segredos, sem remorsos, e que me ajude a superar tudo isso.
Enquanto isso, tudo que eu posso ver, o que eu posso sentir é que nada é igual, nada fica o mesmo. Não importa o quanto tentemos, as coisas só poderão se repetir se - se. - nós deixarmos para lá, e nem lembrarmos mais que elas realmente existiram. Dai o destino nos submeterá à sua ironia, e veremos aquilo se repetir - sem nos lembrarmos, sem apreciarmos. E esquecemos.
- Querido diário, não deixe tudo se apagar?
- Você não tem diário, acorda. Tudo passa.
- ...
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Querido Diário?
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sexta-feira, 22 de maio de 2009
A covardia de algumas pessoas
Acho muito engraçado que ano passado, quando eu queria o máximo de brigas possíveis, ninguém vinha falar as coisas na minha cara. Eu sei bem que falavam - não sou burra. Mas esse ano, que todo mundo vê que eu quero ficar na minha, deixar essa idiotice de sair brigando de lado, as pessoas vêm me falar um monte.
Bom, não posso fazer nada sobre isso, mas acho uma covardia gigantesca, e uma hipocrisia colossal - afinal, quem vêm falar é exatamente quem faz a mesma coisa, mas até com mais frequencia. Se eu prejudico alguém, se eu faço algo que não devia fazer, eu quem devo lidar com as consequencias, e o professor devia me repreender se necessário. Como vocês não são eu, e nem o professor, o que diabos estão cuidando da minha vida? Eu sei o que eu fiz, admito que não foi certo atrapalhar, mas quantas vezes eu faço isso, e quantas elas fazem? Eu fiz, eu lidei com a professora, que não parecia lá tão aborrecida, e que porra estão vindo me dar lição de moral?
Se pelo menos tivessem a vergonha na cara de vir e falar, mas pelo menos não fazer a mesma coisa, beleza, mas são pessoas que eu não gosto, e deixo isso claro, e além do que gente que faz coisas muito piores que eu! Pelo menos eu não falo um segredo gigantesco de uma das minhas "amigas" pra quem queira ouvir. Tem gente que bem que podia ir praquele lugar, né?
Por que será que nenhuma das menininhas teve coragem de me repreender diretamente ano passado como tiveram hoje? Acho que sei a resposta. São covardes, e não lidam com os próprios problemas, querem cuidar dos dos outros. Ou criticar estes, para parecerem melhores do que são.
Postado por Sykka às 10:09 6 pessoas me fazendo feliz
terça-feira, 10 de março de 2009
Cartas de amor e de vergonha
Aconteceu esses dias algo muito comum, não só na minha sala como em qualquer outro lugar: a menina gostava do menino, deu uma carta para ele falando disso. Enfeitou as palavras, colocou intensidade nas emoções (se sinceras, eu não sei.) e disse que não viveria sem ele, que ele importava muito para ela. Como resposta, uma carta dele, dizendo que gostava dela daquele mesmo jeito, mas não tão intensamente.
Resultado? Oras... Poderiam muito bem ter ficado, tentado começar alguma coisa a partir do que os dois sentiam. Porém, a menina não quis (e o menino não se manifestou). Ao invés, falou que ele era insensível e simplesmente desencanou. Sim, sem mais nem menos.
Claro, ele não é o cara mais sensível do mundo, mas ao menos é sincero, não? Ambos tinham toda uma base para começar uma relação que poderia ter dado muito certo, mas foi tudo jogado para o lado por pura birrinha, digna de uma criança. Depois de tantos bilhetinhos, a carta de amor foi mal interpretada e acabou virando vergonha. Como consequencia, não apenas eles estão nessa situação desconfortável, como toda minha sala (OOOh, 17 pessoas. Quanto.)
Algo que deveria ter sido particular desde o começo foi observado por todos, incluindo professores e gente de outras salas. Isso abriu espaço para ainda mais intrigas, e além disso, agora que deu errado as indiretas são feitas no meio da sala. Ou seja, quem não quer se envolver não tem opção, já que tem que ouvir as indiretas da menina para ele.
Eu acho que, se for para abrir o coração, abra a cabeça junto. Talvez, com mais diálogo, ninguém tivesse que passar por essa situação incomôda. Ou talvez a solução fosse apenas manter o relacionamento dos dois entre os dois.
Postado por Sykka às 10:31 1 pessoas me fazendo feliz
sexta-feira, 6 de março de 2009
Cotas
Bom, eu estou no segundo ano do colegial em uma escola particular. O que isso tem a ver com as cotas? Bem, eu sou precoce e, diferente de muitos de minha idade, já me preocupo com o vestibular, mesmo sem saber qual será minha futura profissão. Mas hoje minha mãe me abriu os olhos para algo que eu nem havia considerado: poder perder vaga para um cotista.
Ela ouviu hoje no rádio que, graças as cotas, o número de aprovação de colégios públicos está muito grande. Não que eu ache isso errado, ao contrário, eu acho bom e necessário. Mas acontece que mais da metade desses que passam são cotistas, e isso eu acho errado. Ao invés de perder tempo constituindo um esquema de cotas, por que não traçar um plano para melhorar a educação?
Uma coisa que eu concordo e que deveria ser feitas por mais faculdades é o cursinho da USP. É só para alunos de colégios públicos ou bolsistas, e é um cursinho excelente. Difícil de entrar? É, mas pelo menos é mais correto do que uma pessoa que estudou tanto quanto outra ficar de fora, apenas porque tinha condições de pagar um colégio particular.
Isso pode parecer inveja, coisa do tipo, mas não é. Eu não me importaria de perder minha vaga para um estudante de colégio público se ele tivesse se esforçado tanto quanto eu, sem esse sistema de cotas.
Conversando com a Muk agora mesmo, ela me falou que acha justo que as faculdades públicas fossem só para quem não pudesse pagar. Concordo. Mas são as melhores, e mesmo quem tem dinheiro tem que estudar muito para entrar. Ou não está cheio de filhinho de papai em colégio público só pelas cotas? Não sou rica, só estudo em colégio particular porque o meu é até barato, por um ensino muito bom. Se não fosse isso, eu ainda estaria no colégio público que eu estudava.
Eu não acho justo nenhum dos dois perder vaga: O do colégio particular, graças ao cotista, e o aluno do colégio público, que todos sabemos que por mais que rale, tem um ensino bem inferior. O caso não seria colocar cotas. O caso seria alguém se mexer e melhorar a educação pública, para que ambos os lados possam competir com igualdade
Postado por Sykka às 13:12 0 pessoas me fazendo feliz
segunda-feira, 2 de março de 2009
Provas
Provas, provas e mais provas. Nesse momento estou estudando algas, fundos e embriões, e digo com certeza que vou passar longe da faculdade de biologia.
Mas mudando de assunto, gostaram do layout feliz? Estava precisando de algo para dar um up aqui, achei que ia ajudar. Bem, gente.. Tem algo que eu gosto muito de falar, e é o clima >_> Sério. Eu falo sobre clima com todo mundo. Eu sou anormal?
É que é sério, eu odeio verão. Eu não viajo, não vou pra praia e nem tem piscina perto. Além, é claro, da minha casa já ser bem mais quente que na rua, minha sala ter janelas de plástico, que não deixam uma brisinha de vento passar. E ainda tenho que aguentar os caras da TV perguntando: "Está quente na sua cidade?" Não, idiota, tá nevando. Não tá vendo, não?
Eu tomei banho cinco minutos atrás e estou suando porque sou besta ¬¬ Affê, odeio essas perguntas cretinas. Mas, em todo caso, espero que melhore logo, pelo menos antes de segunda que vem.
Não liguem pro mal humor, já passa. Bom... Post só para mostrar a minha indignação climática, afinal tenho que voltar para a clorofila, algas e fungos. Até o/ Ah, e se alguém perguntar se está quente, favor dê um tapa bem dado na nuca do infeliz.
Postado por Sykka às 13:50 1 pessoas me fazendo feliz
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Somewhere... Out there.
I know, I know, I know... There's a place for me somewhere... Out there...
Essa música tem estado muito na minha cabeça, esses dias. Meu, cansei disso. Esse povo não muda, e me pegaram para Cristo (não, não é minha mania de perseguição dessa vez). Mas, como prometido, estou com uma visão mais positiva de tudo isso, e pensando bem, só tenho que aguentar esse ano e o próximo.
No fim das contas, o que não mata fortalece e a conduta de determinadas pessoas não vai afetar meu futuro, e sim o delas.
Talvez eu vá voltar a escrever frequentemente no blog, para tirar esses sapos da garganta. Eu confio em mim, e eu sei o que eu preciso fazer. Para isso, não preciso de fofoquinhas ou coisa do tipo.
Afinal, eu sei que existe um lugar lá fora para mim.
Postado por Sykka às 18:13 0 pessoas me fazendo feliz
sábado, 22 de novembro de 2008
Férias
A melhor coisa da vida: férias. Meu, eu amo meus amigos, mas cara, ver todos eles o ano inteiro não rola! Até alguns dos meus colegas de sala. Tirando o fato que eu não aguento mais aquela escola, e meus pais se recusam a me tirar. Então, eu estudo para ficar de férias o mais rápido possível!
Esse ano foi... bom... Simplesmente péssimo. Mas tá no fim, e é isso que importa \o/
O plano para essas férias é bem simples: continuar malhando, tomar sol, ler bastante e trabalhar um pouco. Hoje o dia até que foi bem tranquilo, fiquei em casa o dia todo, fazendo o que eu mais gosto, então estou bastante feliz hoje.
Post curtinho, só para mostrar minha felicidade \o/
Postado por Sykka às 14:38 0 pessoas me fazendo feliz
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